Será que dessa vez o mundo acaba?
Cheguei num ponto que já estou contando com isso.
Eu amo viver, amo a minha vida do jeito que ela é (claro, mais dinheiro não faria mal), mas está difícil viver num mundo que parece aqueles brinquedos de parque de diversão que viram você de cabeça para baixo e depois desviram e viram de novo e a gente sai sem saber se está andando reto, curvo ou em cima das mãos.
Qual a solução?
Não olhar mais nenhum noticiário? Fugir das redes sociais?
Além de todas as desgraças verdadeiras ainda somos obrigados a checar cada fato que lemos porque os desocupados se ocupam criando FakeNews.
E como são bons nissos.
Uma foto, um vídeo, a voz da pessoa, tudo pode ser criado pela inteligência artificial.
E nós continuamos com a ignorância real.
Tem gente ganhando dinheiro pra ofender e fazer bullying com gente que ele nunca viu antes.
É assim: um funcionário de uma empresa odeia o chefe ou algum colega, então ele entra em contato com uma pessoa que por uma quantia vai até o local de trabalho com faixas e cartazes chamando o chefe ou colega de todos os nomes.
O nome de quem contratou está seguro porque a empresa que faz esse trabalho assina um NDA.
Muda alguma coisa na vida do chefe? Nada!
O funcionário que se considera mal tratado tem por um ínfimo momento o gostinho de ver o outro ser humilhado.
Não sei nem o que pensar disso.
Bullying online já virou rotina, ainda que seja perigoso porque existe polícia para achar quem está fazendo.
Mas famosos e políticos fazem isso todos os dias e não são punidos, afinal...
Vemos "pequenas" maldades diariamente e parece que já nos acostumamos.
Elas sempre existiram: as vizinhas que sentavam na frente das casas chamando a filha da mulher do fim da rua de garota de programa.
Era ruim, mas ficava num círculo restrito.
Agora tudo que cai na rede toma proporções inimagináveis e sinceramente, cansa.
Cansa num nível que a gente desliga celular, desliga computador e senta num canto lendo um livro sozinho porque se tiver contato com uma única pessoa vai ouvir: "Você viu o que aconteceu?"
Meus alunos dizem que sou uma pessoa "antenada", que sei o que se passa no mundo e sempre procuro levar assuntos interessantes às aulas, mas acaba sendo impossível falar de planeta e não cair no aquecimento global.
Falar de saúde e não cair nas doenças que podem ser evitadas mas as pessoas que não acreditam em vacinas estão deixando que algumas erradicadas voltem.
Falar de evolução tecnológica e não cair nas armadilhas da IA.
Agora o que vale é cantar a plenos pulmões a música do Silvio Brito: "Pare o mundo que eu quero descer."
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