Foi tudo pro brejo

Maui, na sua mais típica manifestação, foi grossa, gritou e me mandou calar a boca e eu puxei Montreal da tomada.

Não vai ter mais aniversário com meus três netos.

Ela tinha que estragar tudo ou não seria ela e no fim eu acabei achando que Deus está me protegendo porque se ela arrumasse encrenca comigo ou com o irmão lá, seria realmente o fim do fim.

O Patrick, com sua clássica demonstração de empatia, nem sequer me ligou para saber como eu estou.

A Eline vem sempre com o mesmo papo que "um dia quando as meninas crescerem..."

Ela não tem ideia do que é para mim não poder ver minhas netas, abraçar minhas netas, mas se eu aceitasse a grosseria da Maui, ia ser cada vez mais capacho.

Não dormi, claro, chorei um pouco, mas é como se eu estivesse anestesiada.

Sei que não é justo eu pedir a Deus para morrer, mas é difícil viver assim, sempre sendo humilhada de uma lado e abandonada emocionalmente do outro.

Eu vou pra Quebec, por mais que minha vontade seja de não ir, de ir pra Ubatuba e me enfiar num canto sem internet e procurar um pouco de paz.

Hoje teve retorno na psiquiatra e ela me passou um antiansiolítico que me deixa abobada.

Acho que é bom!

Pelo menos não estou chorando compulsivamente.

Eu não fui a melhor mãe do mundo, nem sou a pior.

Sou apenas uma pessoa tentando fazer o melhor que posso e parece que o meu melhor nunca é o suficiente.

A Maui pra variar me ameaçou que eu não vou mais ver as meninas.

Postou no Tiktok falando horrores de mim, como se ali fosse a terapia dela.

A minha terapia é escrever aqui, onde ninguém vai ler a não ser que eu morra e façam uma busca no meu computador.

Desabafo comigo mesma.

É a isso que se resume a minha vida, porque todo mundo está ocupado, todo mundo tem problema e eu não tenho com quem falar.

Eu a bloqueei no Whats porque não aguento mais porrada.

Não dá. Eu preciso me preservar porque se eu tiver alguma coisa, não tem ninguém pra cuidar de mim.

Ela pode falar comigo no messenger ou no Insta, estou rezando para que não faça isso.

A vida dela está um caos pelas escolhas que ela fez, e ela continua escolhendo errado e vai até o fim da vida colocar a culpa dessas escolhas nos outros.

O que o Phillip fez foi extremamente errado, mas eu não sei como ele aguentou viver com ela até agora.

Ela quer que ele vá embora, mas não tem dinheiro para pagar as contas.

Hoje ela não saiu da cama até agora.

O Phillip levou as meninas para a escola, saiu o cachorro e nada dela.

Enfim, o problema é deles.

O meu problema é conseguir viver mais um pouco.


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