Só me resta escrever porque a minha indignação com o que o Patrick fez não me deixa.

Acho que o dia mais feliz da vida dele vai ser o dia que eu morrer, na verdade, vai ser o dia mais feliz na vida dele e da Maui.

Perdi a conta de quantas vezes já pensei como seria a nossa vida se o Eric não tivesse morrido.

Ou se eu tivesse morrido no lugar dele.

A psiquiatra me perguntou se eu tinha pensamentos suicidas, e eu não tenho, mas isso não faz com que eu não tenha vontade de morrer porque meus dois filhos me tratam como lixo.

Não precisaria me tratar como rainha, mas lixo eu não sou.

Eu não peço nada, eu me viro sozinha na vida, pago as minhas contas.

Ele pagou a maior parte do meu computador porque quis, eu não pedi.

Dei tudo de mim e continuo dando.

Meu aniversário praticamente passou em branco porque como uma vez eu reclamei por causa que eu estava de dieta e a Eline comprou bolo, isso há 4 anos, nunca mais vai ter bolo pra mim.

Pra que quiseram que eu viesse?

Eu não tenho boa forma suficiente para correr atrás do Gabriel e aparentemente isso é crime.

Não ouso propor pra ele dormir comigo para os dois poderem descansar porque ó senhor, seria uma blasfemia.

Tudo o que eu quero fazer com o menino não é bom o suficiente.

Eu não gostar de frio é crime.

Eu pensar que eles seriam mais felizes com o Gabriel no Brasil é uma blasfêmia.

Quem mais sofre nesse egoísmo todo deles é o menino.

Aí eu tenho que pensar: Deus mandou cada um nascer onde precisava, Deus cuida de todos e vai cuidar dos meus netos também.

Só pedindo a Deus porque os pais são demasiadamente egoístas.

Sinceramente, vai precisar de muito pra eu voltar pra cá e visitar a Maui? Talvez na outra encarnação.

Ele mal voltou de viagem e já publica os absurdos dela.

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